SRPI

A chegada das pesquisas de sentimento ao Brasil

Em busca das sensações que movem as pessoas

Queríamos algo a mais dos modelos de pesquisas praticadas até 2004. Ir além. Mas como? A dúvida era nossa e de outros profissionais de planejamento de comunicação. Também percebemos que o desejo irrealizado não era apenas dos que planejavam comunicação; acontecia ainda com os que criavam produtos e serviços. Ou com os que tinham a responsabilidade de propor novas políticas governamentais. Oriana White, professora de pesquisa da USP, nos colocou em contato com o professor Nicola Piepoli, fundador e principal diretor do Istituto Piepoli, em Roma. Carismático, ele próprio se dispôs a vir ao Brasil. Encontro esclarecedor. Conversas que valeram por todas as dúvidas que tínhamos. O passo seguinte foi o de customizar o modelo europeu aos padrões nacionais. Em evento realizado em julho de 2006 no auditório de um dos nossos grandes jornais, o tema foi debatido e aprofundado. Dali surgiriam as diretrizes que orientaram a formatação do método brasileiro das pesquisas de sentimento, conduzidas por psicólogos. Desde então, empresas líderes em seus segmentos, entidades representativas nacionais, partidos políticos e órgãos públicos já testaram e aprovaram o modelo que viria a se transformar em importante ferramenta de gestão.

Contribuição qualitativa relevante

Nos primeiros projetos, pudemos contar também com o psiquiatra Samuel Hulak, autor do bestseller Mitos, Métodos e Pesquisas. Em foco, as experiências protagonizadas por dois pioneiros: os psicanalistas Louis Cheskin (Color Research Institute) e Ernest Dichter (Institute For Motivational Research). Sentimentos por trás das decisões de compra foram decifrados em significativos cases que exploraram o universo inconsciente. Desde então, o novo padrão passou a ser adotado por outros importantes institutos de pesquisa. Inicialmente nos Estados Unidos, depois na Europa. No Brasil, desde 2012, com o SRPI.